Novo impasse compromete as negociações para pôr fim à paralisação das universidades estaduais que já dura mais de 80 dias. Representantes do comando unificado de greve afirmam que o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, teria se comprometido a assegurar R$ 47 milhões como verba suplementar para corrigir as distorções salariais de funcionários e professores, levando em conta a qualificação e tempo de serviço.
A secretaria, por meio de sua assessoria de imprensa, negou que a proposta tenha sido oficializada. Informou que foi uma sugestão do governador Jaime Lerner na reunião da semana retrasada, como possibilidade de abrir negociação para o fim da greve, mas que não houve compromisso com valores.
Ontem, representantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) se reuniram com Wahrhaftig, num encontro ''não oficial'' para discutir as alterações nos pisos salariais dos professores. Até o início da noite a reunião não havia terminado. A Folha tentou ouvir os participantes mas não conseguiu contato.
O professor da Unioeste Luiz Fernando Reis, disse que o comando de greve está disposto a negociar, mas a contraproposta dos grevistas é de uma suplementação de R$ 90 milhões. Ele alega que o montante foi calculado com base na inflação acumulada nos últimos seis anos (cerca de 30%).
Segundo Reis, integrantes do comando estarão hoje, em Curitiba, na tentativa de buscar o apoio de deputados estaduais para pressionar o governo do Estado a negociar. Amanhã, dois representantes do comando de greve vão buscar o mesmo apoio dos parlamentares em Brasília. (A.L.)

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