Especial para a Folha
Um impasse entre a Companhia Paranaense de Gás (Compagás) e a concessionária
Rodonorte está atrasando a implantação do ramal do gasoduto entre Ponta Grossa e Campo Largo. O contrato foi assinado há pouco mais de um mês, mas as partes discordam quanto à cobrança, pela Rodonorte, de uma taxa de cerca de R$ 600 mil anuais, durante 20 anos, para que a tubulação passe pela BR-376.
Segundo o presidente da Compagás, Luiz Roberto Bruel, essa cobrança está elevando os custos, que não foram considerados na elaboração do projeto. ‘‘No final, essa taxa vai representar quase R$ 20 milhões só para que os tubos passem pela rodovia. O resultado é o repasse dessa diferença para o preço ao consumidor, o que inviabiliza um valor competitivo’’, diz. O investimento da Compagás no ramal Campo Largo-Ponta Grossa é de R$ 18 milhões.
O presidente da Rodonorte, Geraldo Villin Prado, não quis se pronunciar sobre o assunto. As obras do ramal deveriam ter começado em abril, mas como tudo está parado, Bruel acredita que pode perder até um ano de operação, caso o problema não seja resolvido logo.
O prazo para a conclusão da tubulação é de seis a oito meses. ‘‘Precisamos estar fornecendo o gás até o final deste ano, pois metade do consumo de Ponta Grossa pertence às agroindústrias, que exigem o combustível até o início da colheita da safra de soja, para o beneficiamento do produto’’, explica. A Compagás já colocou os tubos na margem da BR-376, no encontro com a BR-277, no trecho conhecido como Sprea.
O consumo de gás em Ponta Grossa está estimado em 400 metros cúbicos por dia, um volume considerado expressivo pela Compagás. Segundo a Associação Comercial e Industrial da cidade isso representa todo o volume a ser consumido por outros municípios do interior.

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