IMPASSE - Suspeito do Caso Amanda não prestou depoimento
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Um preso, uma suspeita e muitas perguntas para serem respondidas. O desempregado de 18 anos, preso como suspeito de ter ligação com o assassinato de Amanda Rossi não prestou depoimento ontem. A Polícia Civil de Londrina se desdobra em diversas novas frentes para esclarecer se o rapaz teria ou não ligação com o assassinato da estudante de 22 anos. Por outro lado, também existe a preocupação de não interromper as investigações que já vinham sendo conduzidas.
O suspeito, que cumpre prisão temporária por 30 dias no Centro de Detenção e Ressocialização de Londrina (CDR) nega qualquer tipo de envolvimento com a morte da estudante. O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, disse que o rapaz será ouvido quantas vezes forem necessárias.
Barroso reafirmou que o suspeito não foi acusado de nada e que está preso para garantir a verificação de que ele conheria Amanda e teria se encontrado com ela na noite do crime. No quarto da pensão ocupada pelo jovem em São Carlos (SP) foram encontrados indícios que embasaram o pedido de prisão, tais como uma notícia sobre o crime impressa da internet com anotações feitas à mão por ele e um número de telefone.
O próprio estilo de vida do rapaz também chama a atenção. Bem articulado e inteligente, o jovem teria declarado ter nascido em Ilhéus (BA) mas que desde os 15 anos não vive mais com os pais, que são divorciados - a mãe viveria no interior de São Paulo e o pai na Bahia. O único familiar com quem ele teria feito contato por telefone após ser preso foi uma tia, que seria delegada na Bahia. Mas essa mulher não conversou com os policiais nem fez novo contato até ontem. Atualmente o rapaz morava em São Carlos, onde teria trabalhado em uma construtora, mas estava desempregado. Até o momento, segundo o delegado, ele não teria demonstrado preocupação ou interesse em constituir um advogado.
Por tudo isso, Barroso comentou que a investigação será trabalhosa e demorada.
Amanda foi morta na noite do dia 27 de outubro, no campus da Unopar do Jardim Piza (Zona Sul), onde cursava o segundo ano de Educação Física. Ela foi esganada e seu corpo só foi localizado dois dias depois.


