Imóvel pode abrigar centro de artesanato
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quarta-feira, 28 de maio de 2003
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Representantes de cinco associações de artesãos de Londrina estiveram ontem em um dos prédios sugeridos pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para criação do centro de excelência de artesanato. Com o espaço próprio, os artesãos terão que desocupar as praças Rocha Pombo e Floriano Peixoto (área central).
O prédio, localizado na avenida Rio de Janeiro a menos de uma quadra da praça Floriano Peixoto, tem mil metros quadrados. Apesar de terem aprovado as instalações, os artesãos das praças continuam pedindo garantias a longo prazo de manutenção do espaço pelo poder público e as negociações estão praticamente paradas.
Segundo o diretor de relações comunitárias da CMTU, Carlos Xavier, o prédio visitado ontem tem condições para abrigar até 50 boxes. Isso possibilitaria a transferência das 43 barracas que hoje ocupam as duas praças, segundo os cálculos da CMTU, e abriria espaço para as demais associações da cidade dividirem os espaços restantes.
Xavier não quis adiantar o valor do aluguel do prédio. Contudo, segundo o administrador do imóvel, Giovani Pondinelli, o mesmo já chegou a ser locado por R$ 10 mil mensais. ''Mas a realidade hoje é outra'', ressaltou.
Na opinião do presidente da União dos Artesãos da Praça Floriano Peixoto, Dermindo Florentino, o prédio tem condições e é bem localizado, mas o impasse continua. ''Nosso problema é a garantia financeira, a maioria do pessoal que está ali não tem condições de pagar aluguel e no ano que vem tudo pode mudar'', afirma, referindo-se às eleições para prefeito. Por outro lado, as demais associações apóiam o projeto.
Antes da visita, os artesãos reuniram-se com representantes da CMTU, das secretarias da Cultura e da Mulher e com o vereador Carlos Bordin (PP). Durante o encontro, os artesãos denunciaram a invasão das praças por artesãos de outras cidades que teriam sido incitados pelo projeto da prefeitura.
Para os artesãos, o projeto é uma estratégia da CMTU para demovê-los das praças.


