Imóvel desocupado vira mocó
Silvana Leão
De Londrina
Moradores da Rua Senador Nereu Ramos, na altura da Rua Foz do Iguaçu, no Jardim Bancários (zona oeste), estão enfrentando transtornos com a presença de menores no imóvel onde funcionou, até novembro do ano passado, o Bar do Baiano. O local está sendo depredado pelos adolescentes e segundo os vizinhos, quando não estão dormindo eles quebram garrafas, queimam papéis, estouram encanamentos e usam drogas no local.
Valéria Cristina de Siqueira Ferreira, que mora bem ao lado do antigo bar, está assustada com a presença dos menores e teme pela segurança dos filhos. Eles abriram um buraco no telhado que fica bem ao lado da janela do quarto dos meus filhos. Fico preocupada porque eles sobem lá e ficam usando drogas e colocando fogo nas coisas.
Anteontem Valéria ligou duas vezes para a polícia. Só depois de muita insistência, segundo ela, é que os policiais estiveram no local, mas num momento em que os garotos haviam saído da casa. O problema é que eles estão destruindo tudo e nosso medo é que, se não for tomada nenhuma providência, a situação se agrave ainda mais, com mais menores passando a frequentar o imóvel, diz o marido de Valéria, Nilton Carlos Ferreira.
O funcionário do Núcleo Regional de Ensino (NRE) Oscar Filla, diz estar incomodado com a sujeira do antigo bar. Isto aqui está horrível, as funcionárias do Núcleo ficam até com medo de passar por aqui. Ontem, no início da tarde, a reportagem da Folha esteve no imóvel e constatou a presença de dois adolescentes dormindo no chão, visivelmente dopados.
A secretária de Ação Social do Município Marisa Goettel do Nascimento, informou que são três os garotos que ocupam o imóvel da Senador Nereu Ramos (de acordo com os vizinhos, porém, pelo menos seis garotos frequentam o mocó). Todos, segundo ela, têm problemas graves com as famílias, que são de Sarandi (7 km a leste de Maringá) e Ibiporã (14 km a leste de Londrina). Eles já foram atendidos várias vezes pelo Projeto Ammigo (Atendimento a Meninos e Meninas, Integrando e Garantindo Ocupação) e já receberam 17 encaminhamentos para as famílias ou para entidades, mas acabam voltando.
A Imobiliária Comissária Londrina, que administra o imóvel, informou que registrou queixa na polícia na última sexta-feira pedindo providências. O nome do proprietário não foi revelado.





