Imóvel abriga 30 animais
Outra casa vistoriada ontem pela equipe da Secretaria de Saúde na manhã de ontem foi de Amélia Kimura. No recuo da frente da casa, havia, entre outros, recipientes plásticos com água, materiais de construção, jornais, pacotes de ração e uma espécie de canil abrigando quatro cachorros.
No mês passado, foram retirados três caminhões de entulhos da casa. Tinha muito mato alto e bastante lixo acumulado na parte da frente. Na ocasião, matamos uns 20 ratos de todos os tamanhos, contou o coordenador de endemias da Secretaria, Luiz Alfredo Gonçalves.
Morador da casa vizinha há seis anos, o aposentado Aparecido Rodrigues dos Santos aprovou a ação da prefeitura, afirmando que o problema vem se arrastando desde que se mudou para lá. Não sei como a prefeitura permite que ela mantenha os animais dessa forma. Ela não limpa, fica um mau-cheiro, junta ratos e insetos, reclamou.
Os agentes de saúde encontraram outros 15 gatos e mais de dez cachorros nos fundos da propriedade. Tem cocô de animal espalhado por toda a área. O nível de insalubridade é alto, se ela quiser manter os animais ali, não vai poder ser do jeito que vem fazendo, avisou o coordenador de Vigilância Sanitária, Rogério Lampe. Ele alertou que, além de dengue, há o risco de se contrair doenças como leptospirose e tétano.
Eles não vão levar os animais dela não, né?, perguntou uma menina da vizinhança, preocupada. Ela é uma pessoa muito generosa, as pessoas abandonam animais ali em frente porque sabem que ela fica com dó e cuida, contou outra moradora. Segundo ela, se Amélia perder seus animais, pode cair em depressão por ser muito solitária. Ela conversa com os bichos, acorda todo dia às sete da manhã pra cuidar deles. Não é certo o que estão fazendo.
A proprietária não permitiu a entrada dos jornalistas na residência e se recusou a falar com a imprensa. (A.I)





