Imóveis vazios são alvo de vandalismo
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Adriana Ito<BR>Reportagem Local 
Na noite de terça-feira, vândalos invadiram uma casa na esquina das ruas Goiás e Mato Grosso (Região Central de Londrina), atearam fogo em uma porta, quebraram outra e conseguiram adentrar a casa, onde quebraram vasos sanitários, pias e box de banheiro. Eles arrancaram e levaram torneiras, tomadas, fiação elétrica e deixaram bastante sujeira no interior da casa. ''Até o tapete da escada, que era preso nas laterais por um metal, foi arrancado para levarem as bordas de metal'', contou, desolada, a proprietária Lucilene Tróia.
''O imóvel estava vazio há dois meses. Mas foi só colocar a placa de aluga-se, há uns 20 dias, que mendigos, desocupados e até estudantes da escola ao lado começaram a entrar na parte externa da casa'', conta Cláudio Teles Lupi. Ele é vizinho da edificação e já perdeu as contas de quantas vezes telefonou para a polícia para notificar a invasão.
Lupi, ao ouvir o barulho dos vândalos no interior do imóvel na fatídica noite, acionou a polícia, que, segundo ele, chegou 15 ou 20 minutos depois. ''A viatura apenas passou em frente e foi embora. Depois o policial alegou que a polícia não pode fazer nada se o imóvel estiver fechado'', acrescenta Lucilene, afirmando que o policial que a atendeu teria dito que esse tipo de ação acontece na cidade inteira, e que são poucas as viaturas para atender a todas as ocorrências. ''A gente paga os impostos em dia, e, em troca, que segurança tem?''
''Falta um policiamento preventivo'', sugeriu Lupi, apoiado por Lucilene. A opinião é compartilhada também pela imobiliarista Rosimeire Machado. Segundo Rosimeire, esse tipo de vandalismo tem acontecido com frequência, e em todas as regiões da cidade. ''O que mais decepciona é o fato de a polícia pegar o invasor dentro do imóvel, registrar a ocorrência e no dia seguinte ele estar lá de volta'', confessa.
Ela conta que, para se prevenirem, os proprietários são orientados a reforçar a segurança com recursos como cadeados, alarme, cerca elétrica e vigilância monitorada, além de avisar os vizinhos para que estes informem a imobiliária ou o dono do imóvel em caso de alguma movimentação ou barulho estranho. ''Que a violência no município aumenta a cada dia e não dá para esperar uma ação do governo é público e notório. Então cada um precisa agir dentro de suas possibilidades, lançando mão de tudo o que estiver ao seu alcance no sentido de se proteger'', recomenda.
Segundo Jorge Coimbra, delegado do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi) de Londrina, essas invasões vêm ocorrendo ''há um bom tempo''. Coimbra recomenda ao proprietário que sempre procure uma imobiliária para vender ou alugar seu imóvel, para que o corretor dê as orientações adequadas em relação à segurança. ''Não procure fazer sozinho, porque você só vai ter dor de cabeça'', orienta.
O tenente Ricardo Eguedis, do setor de relações públicas do 5º Batalhão da Polícia Militar, esclarece que a PM atende a todas as ocorrências e realiza um trabalho preventivo, mas que, se não encontra ninguém e a propriedade está com aparência de normalidade, os policiais não invadem a residência para procurar suspeitos.
Eguedis lembra também que o morador de rua, por si só, é um problema social. ''Só passa a ser problema de polícia quando quebra alguma regra criminal. Se comprovado o uso de drogas, a posse de objetos furtados ou a efetuação de danos à propriedade, é possível detê-lo. Caso contrário, seria uma prisão ilegal'', explica. Ele lembra que é importante que o proprietário faça a vigilância do bem, e informe à polícia quando o imóvel for invadido para que possam ser tomadas as devidas providências.


