Cascavel - Os agentes de saúde ainda encontram dificuldades para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, em Cascavel. Uma delas é o grande número de construções paradas e imóveis abandonados, principalmente aqueles que têm piscinas e que podem se transformar em criadouros do mosquito. Proprietários desses imóveis já foram notificados e poderão ser multados caso não limpem o local.
Segundo o coordenador de Endemias da Vigilância Sanitária, Anildo Fagundes, diariamente chegam aos agentes de saúde cerca de cinco denúncias de casas e construções abandonadas. Ele diz que esses imóveis não são visitados pelos agentes de saúde, o que torna vulnerável o trabalho de prevenção realizado.
Desde janeiro, quando começou a campanha de combate ao mosquito, os 65 agentes designados ao combate ao Aedes aegypti visitaram cerca de 88 mil imóveis, sendo que 11 mil estavam abandonados e não foram vistoriados, segundo dados da Vigilância Sanitária.
Cada agente tem feito, em média, 35 visitas ao dia. Fagundes diz que o trabalho de prevenção deve continuar para evitar a proliferação do mosquito. Ele afirma que o clima atual, com chuva e calor, é o ambiente propício para o desenvolvimento do mosquito, que também provoca a febre amarela.
Com o feriado religioso, a preocupação da Vigilância Sanitária aumentou ainda mais. As autoridades temem que o deslocamento de pessoas de Cascavel para outras cidades ou vice-versa, contribua para o aumento de casos de dengue no município.
Último balanço da Vigilância Sanitária mostra que Cascavel tem 12 casos de dengue, sendo um autóctone, cuja contaminação acontece no próprio município de origem do paciente. O número já supera ao do ano passado quando ocorreram nove casos na cidade. Outros 78 casos suspeitos estão sendo analisados. Fagundes admite que podem existir casos isolados da doença que não aparecem nas estatísticas oficiais, pelo fato dos pacientes terem realizado exames em laboratórios particulares.

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