"Estamos analisando telhado por telhado; são todos os imóveis da cidade, desde prédios até condomínios residenciais", explicou Adilson Nalin, geógrafo do Siglon
"Estamos analisando telhado por telhado; são todos os imóveis da cidade, desde prédios até condomínios residenciais", explicou Adilson Nalin, geógrafo do Siglon | Foto: Ricardo Chicarelli


Londrinenses que fizeram intervenções em casas, prédios ou comércios e não informaram a prefeitura poderão ter problemas. Desde fevereiro, as secretarias de Fazenda e de Planejamento, Orçamento e Tecnologia realizam um trabalho para identificar imóveis em situação irregular em razão do aumento da metragem ou de construções em espaços que antes estavam vazios, como a edificação de garagens ou edículas.

Até o momento, quase 76 mil já foram verificados. Destes, cerca de 20 mil apresentaram divergências entre o que o executivo tem em sua base cartográfica com o analisado. Ainda faltam aproximadamente 90 mil imóveis. "Não existe um prazo para o término do trabalho, mas esperamos que seja o mais breve possível", afirmou o secretário de Fazenda e de Planejamento, Edson Antonio de Souza.

Técnicos do Siglon (Sistema de Informação Geográfica de Londrina) e estagiários realizam a atualização da base cartográfica do município, verificando lotes e ruas. Através de desenhos de polígonos da zona urbana, eles comparam com fotografias aéreas e posteriormente conferem com os dados cadastrados na prefeitura.

Em 2016, o município havia feito o levantamento de dados das áreas que receberam construções, mas não declararam a atualização junto ao executivo. "É a primeira vez que este trabalho de ver os imóveis já construídos está acontecendo em Londrina. Estamos analisando telhado por telhado, tudo de forma manual. São todos os imóveis da cidade, desde prédios até condomínios residenciais", explicou Adilson Nalin, geógrafo do Siglon.

Este trabalho faz parte de uma das etapas para a atualização de dados do cadastro imobiliário e também da atualização do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que será iniciada em breve.

A Secretaria de Fazenda já começou a enviar correspondências para os contribuintes que estão com irregularidades nos imóveis, para que compareçam até a praça de atendimento da prefeitura e realizem a denúncia espontânea. Se isso não ocorrer, técnicos da pasta poderão visitar os locais e aplicar multas, que ainda não possuem um valor determinado.

Segundo Nalin, a ideia é colocar os dados coletados, e que não são sigilosos, à disposição da população depois do trabalho ser encerrado. "Queremos deixar tudo bem transparente, seja para o proprietário ver o imóvel dele ou para o empresário analisar um local para investir. A intenção é municiar a população de dados para benefício de toda a cidade", planeja.

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