Imóveis fechados são barreira no combate à dengue
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terça-feira, 20 de maio de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem local 
Londrina Dos 219 mil imóveis de Londrina, aproximadamente 25% permanecem fechados durante a ação dos agentes de Endemias, segundo informações do setor de Vigilância. Os 190 profissionais intensificaram o combate à dengue, mas a falta de vistoria em todas as casas e estabelecimentos comerciais prejudica a eliminação dos focos do mosquito Aedes Aegypti. Na manhã de ontem, a agente Marineide do Nascimento teria que passar por 32 endereços na região central, mas 12 imóveis estavam fechados.
A situação de Londrina fez o prefeito Alexandre Kireeff assinar um decreto de emergência, publicado na segunda-feira, no jornal oficial. Entre outros itens, o decreto autoriza o "ingresso forçado" dos agentes nos imóveis particulares quando o morador se recusar a atender os profissionais ou quando a casa estiver vazia. Na prática, por enquanto, não houve mudanças. "O decreto deve facilitar o nosso trabalho. Vamos esperar para ver de que forma isso será feito. Vou retornar nesses locais mais tarde", destacou Marineide.
A dona de casa Maria de Lourdes se assustou quando soube do decreto, porque percebeu a gravidade da situação na cidade. "Eu tenho medo. Não por mim, mas pelos meus filhos. Eu cuido da minha casa, mas sabe como é né", disse.
A dona de casa Celina de Souza recebeu a agente de Endemias, que observou entulhos acumulados no quintal. No entanto, não foram encontrados focos do mosquito transmissor. "Vou me desfazer desses entulhos. Esse trabalho é muito importante. Todos precisam se unir", comentou.
O último balanço apontou 741 casos positivos na cidade. O novo levantamento será divulgado na quinta-feira, quando terá início um grande mutirão de combate a dengue. Preocupante é também o índice de infestação do mosquito, que é de 6,3% - muito acima do considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 1%.
EM 15 DIAS
A diretora de Vigilância em Saúde da secretaria, Mara Alice Zanetti, afirmou que cerca de 800 pessoas, entre funcionários e voluntários, estarão envolvidas diretamente no mutirão, que deve durar cinco dias. Serão utilizados, aproximadamente, 20 ônibus para distribuir as equipes e 60 caminhões para recolher os materiais em desuso e os entulhos que estão nos quintais das casas. As equipes não atuarão no sábado,após o meio-dia, e no domingo. A expectativa é que os primeiros resultados do controle da epidemia sejam constatados em 15 dias. Planejamento das ações relacionadas ao decreto deve ser divulgado hoje.
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