Imóveis em duplicidade
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terça-feira, 15 de janeiro de 2002
Lucinéia Parra 
Maringá Aos 54 anos e quase 290 mil habitantes, Maringá poderia se gabar de ter duas rodoviárias, dois aeroportos e, por incrível que pareça, dois centros comerciais. Poderia! A realidade, entretanto, revela a incapacidade das administrações municipais de inaugurar uma obra com total capacidade de atendimento e, pior ainda, de não dar cabo ao imóvel que foi desativado.
Embora mascarada com o nome de terminal urbano, a antiga rodoviária continua tendo a mesmo a função e realizando diariamente embarques e desembarques de milhares de passageiros das regiões metropolitanas. Até mesmo os ônibus de Nova Esperança, município que não compreende a região metropolitana, fazem embarque e desembarques diariamente na antiga rodoviária. Apesar do movimento diário de passageiros, o prédio está abandonado e representa uma ameaça à segurança não apenas dos usuários, mas das pessoas que passam nas proximidades. Várias sugestões para dar fim a essa situação já foram apresentadas, mas nada de concreto foi definido. Muitos defendem a demolição do prédio e retirada completa do terminal, passando todo serviço de embarque e desembarque para a nova rodoviária. Outros querem a revitalização completa do local e outros ainda defendem a transformação do prédio num espaço cultural.
Os dois aeroportos também representam uma situação no mínimo inusitada. O antigo foi desativado, e como no caso da rodoviária, a administração também não sabe o que fazer com a área. Mesmo assim, libera as pistas para diferentes tipos de eventos, o que vem gerando críticas dos moradores dos conjuntos residenciais ao redor. Já o novo aeroporto que inclusive tem o mesmo nome do antigo Gastão Vidigal entrou em funcionamento há seis meses e só agora está recebendo os primeiros equipamentos de segurança.
O novo centro de Maringá, é sem dúvida o termo mais impróprio, porém é popularmente usado na cidade para identificar a área que foi desativada em 1991, com a retirada do pátio de manobras da Rede Ferroviária Federal. Desde então, o vazio em quase 18 hectares bem no centro de Maringá é outro alvo de discussão para definir o que fazer no local. Enquanto não se chega a um consenso, a área, apesar de tão valorizada pela sua localização, é a preferida pelos assaltantes que agem frequentemente contra os pedestres que se arriscam passar pelo local principalmente à noite.


