A imobiliarista e advogada Nair Tartari perdeu documentos e arquivos dos últimos 15 anos, contidos no microcomputador de seu escritório na Rua Paranaguá, área central de Londrina. Ela foi vítima de um arrombamento na madrugada de ontem. Os ladrões também levaram um aparelho de fax. Há uma semana, Nair teve cinco cheques e dinheiro roubado dentro de sua bolsa, em sua sala no mesmo escritório. Na ocasião, o prejuízo foi de aproximadamente R$ 2 mil.
Nair é mais uma personagem da história de londrinenses que se habituaram com uma cidade tranquila e a estão descobrindo aos poucos, ameaçadora e violenta, a ponto de no último final de semana se decidir junto com outros vizinhos, moradores do Jardim Colina Verde (zona oeste), a bancar um sistema de vigilância móvel 24 horas. ‘‘Muitas casas já foram arrombadas ou assaltadas. Não tenho mais tranquilidade nem em meu ambiente de trabalho e tampouco em casa’’, diz a imobiliarista, que deve reunir outros responsáveis por escritórios e pontos comerciais da Rua Paranaguá para exigir um policiamento mais ostensivo. ‘‘Se o governo não se mexe, a sociedade tem que se mexer’’, defende.

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