A política de segurança para reduzir a violência em Curitiba e Região Metropolitana acaba de ganhar um novo aliado. O Instituto Médico Legal vai repassar semestralmente a todos os organismos policiais e entidades ligadas ao combate à violência um relatório de seus procedimentos. O objetivo do IML é, ao informar as causas de morte, fornecer subsídios para que a polícia trace estratégias mais precisas para conter a criminalidade.
A determinação partiu do secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira. O primeiro relatório, que inclui quadros comparativos entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de anos anteriores, já apontou dados que podem direcionar a política de segurança daqui para a frente.
Segundo o IML, aumentaram os casos de homicídio nos últimos anos. Nos primeiros seis meses de 1992, houve 209 homicídios na Região Metropolitana, pulando para 287 em 1995 e chegando a 298 no primeiro semestre deste ano. Para o diretor do IML, Francisco Moraes e Silva, uma solução para reverter esse quadro seria promover o desarmamento da população.
O aumento dos casos de suicídio, que passaram de 41 em 1992 para 63 em 1997, surpreendeu os peritos. A violência sexual, por outro lado, diminuiu - foram 315 exames de conjunção carnal em vítimas de crimes sexuais este ano, contra 393 em 1995.
O trânsito também mata menos hoje do que matava há quatro anos. No primeiro semestre deste ano, foram 392 mortes em acidentes, número bem inferior às 454 registradas no mesmo período em 1994.

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