IML transfere análises toxicológicas para Curitiba
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sábado, 05 de julho de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
As atividades do setor de toxicologia do Instituto Médico Legal (IML) de Londrina estão parcialmente suspensas. Conforme o chefe do Instituto, Fernando Piccinin, o setor funcionava com três peritos - um deles faleceu esta semana e outro se aposentou. ''Por lei, os laudos devem ter o parecer de dois peritos e, até que novos profissionais sejam contratados, as análises serão feitas em Curitiba'', informou Piccinin.
Segundo ele, a falta dos peritos não trará prejuízos para a rotina do instituto londrinense, ''já que o prazo legal para a realização dos laudos é de um mês''. O único profissional restante será responsável pelo recebimento das amostras e encaminhamento para a Capital. ''É uma questão temporária.''
Ainda conforme o chefe do IML, no ano passado, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) realizou concurso público que previa a contratação de novos funcionários para a polícia científica do Estado. O processo de contratação está em sua fase final e dentro de 60 dias Londrina poderá contar com novos peritos. ''Para amenizar o problema, a Sesp aumentou nosso número de viagens para Curitiba de uma para três por mês'', completou Piccinin.
Hoje, o IML de Londrina funciona com 34 funcionários, 16 deles peritos. Ao todo, dois trabalham no ambulatório, dois no setor de psiquiatria, três no setor de odontologia, oito na necropsia e um na toxicologia. Segundo Piccinin, 60% do quadro de funcionários representam cargos comissionados. ''O quadro é ótimo e o concurso deve resolver o problema da toxicologia'', assegurou o chefe do Instituto, que abrange as cidades atendidas pela 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina e pela 11 SDP, de Cornélio Procópio (Norte), totalizando 70 municípios.
''Há dez anos, os peritos tinham de comprar luvas na farmácia para trabalhar. Hoje, trabalhamos com tranquilidade'', lembrou Piccinin. Segundo ele, já existe um projeto para a construção de uma sede própria em Londrina, com 1,2 mil metros quadrados, que está em fase de licitação.
''Comparado a outros institutos do Estado, Londrina é privilegiada. Nossa estrutura não é um sonho, mas também não é um pesadelo, ainda mais com a substituição dos funcionários comissionados pelos concursados.'' Segundo o chefe do IML, alguns funcionários que já trabalham em Londrina passaram no concurso e devem iniciar o treinamento na escola de polícia, ''para assumirem seus cargos de direito'', comentou.


