Lúcio Horta
Os quatro funcionários que prestam serviços administrativos e de limpeza ao Instituto Médico Legal (IML) de Londrina continuam em greve. A paralisação, que começou quarta-feira, deve-se ao não-pagamento dos salários de abril e maio. Para evitar maiores prejuízos, o médico-chefe do IML local, Antônio Carlos Queiroz, está implantando medidas emergenciais. O translado de cadáveres da região, por exemplo, passou a ser feita pelas funerárias particulares. ‘‘Estamos tentando negociar com algum órgão para que nos ceda um funcionário para limpeza.’’
Os funcionários são empregados da empresa Sisg - Sistema de Serviços Gerais Ltda., que presta serviços aos IMLs de 12 cidades do Paraná. ‘‘Enquanto eles não acertarem nossos salários, vamos continuar parados’’, garantiu a auxiliar administrativa Eliane Marques Santana. Além dela, estão em greve dois motoristas e um funcionário da limpeza. A funcionária reclama que, desde que o grupo entregou um ofício à Sisg, na última terça-feira, informando sobre a greve, ninguém da empresa os procurou para qualquer negociação.
Tânia Valéria Moreno, sócia-proprietária da Sisg, disse ontem à Folha que não pagou os funcionários porque o governo não fez o repasse de uma verba de R$ 22 mil. Segundo ela, o dinheiro serviria para o pagamento de salários dos meses de abril e maio. ‘‘Se fossem apenas esses quatro funcionários que entraram em greve, o problema seria fácil de resolver. Mas são 23 funcionários em todo o Estado, e não dá para pagar uns e não pagar outros’’, disse.
A dona da Sisg disse que entrou em contato com a gerência do Grupo de Administração Setorial, da Secretaria de Segurança, responsável pelos contratos de empresas terceirizadas. Foi informada que o problema do não-repasse de verbas é da Secretaria de Fazenda, que não teria verbas disponíveis. ‘‘Também falei com a chefe do IML de Curitiba, e ela disse a mesma coisa, que a dependia da Secretaria da Fazenda.’’
No final da tarde de ontem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança informou que o repasse da Sisg será depositado na próxima terça-feira. Ainda de acordo com a assessoria, ‘‘o atraso foi motivado por problemas técnicos de orçamento’’.

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