O Instituto Médico-Legal de Francisco Beltrão pode ser interditado a qualquer momento. O diretor geral do IML no Estado, Francisco Moraes Silva, autorizou a paralisação dos serviços devido a estrutura precária do prédio e por não estar dentro das normas da Vigilância Sanitária.
O IML de Francisco Beltrão atende 27 municípios da região e faz cerca de 200 autópsias por ano. A precariedade está na falta de espaço, infiltração nas paredes, mofo, esgoto entupido, falta de material e sala apropriada para exames. De acordo com o chefe do IML, Irno Azolini, o principal problema é a impossibilidade de se cumprir as normas de saúde.
Ano passado, o Detran doou o seu antigo prédio para as instalações do IML. A reforma foi orçada na época em R$ 6 mil. O Estado liberaria a verba e a prefeitura a mão-de-obra. ‘‘Não havia nenhum vestígio de que a reforma aconteceria e, então, pedi uma vistoria da Vigilância Sanitária no IML, quando foram constatadas várias irregularidades’’, disse Irno.
Com a notícia da suspensão das atividades do IML em Francisco Beltrão e o envio de corpos para Pato Branco, a Secretaria de Saúde de Francisco Beltrão anunciou que o prédio será reformado a partir de 1º de setembro. Azolini declarou que o IML do Paraná já comprou todos os equipamentos necessários como geladeira, mesa de autópsia e material cirúrgico.
Para solucionar o problema, o secretário de Saúde, José Carlos da Costa, entregou para a diretoria da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) a proposta de um consórcio entre os municípios da região para a manutenção do IML. ‘‘Com a participação da prefeitura seria possível a informatização da instituição, a compra de materiais e a melhoria do salário dos servidores’’, disse Costa.

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