IML pode fechar por
falta de funcionários
Sid Sauer
A falta de funcionários pode fazer com que Campo Mourão perca o Instituto Médico-Legal (IML), que funciona na cidade desde 1984. A preocupação foi manifestada ontem pelo delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Roberval Butaccini. Segundo ele, é preciso a contratação urgente de um novo médico legista e de uma pessoa para realizar os serviços burocráticos. Atualmente, apenas um médico e um auxiliar trabalham no local.
‘‘O próprio Código Penal exige que os laudos sejam assinados por dois médicos’’, ressalta o delegado. Hoje, apenas Miguel Araújo Sanders é o responsável pelo IML. O outro médico, Nerval Marques, se mudou para o Mato Grosso e pediu licença. Para piorar, a secretária que fazia o serviço burocrático do órgão teve seu contrato vencido em abril e também saiu. O auxiliar de necrópsia, Mílton Scheibel, ficou sozinho e pode ser transferido para Curitiba.
Butaccini já pediu socorro para o Departamento de Polícia do Interior (DPI), mas recebeu resposta que o problema só pode ser resolvido com a realização de um concurso público. ‘‘Não há nenhuma previsão para que isso aconteça’’, queixa-se o delegado. Segundo ele, a ausência do IML seria ‘‘terrível’’ para a polícia e também causaria transtornos para os familiares das pessoas mortas que tivessem que ser submetidas ao órgão.
O IML de Campo Mourão examina em média 40 corpos por mês, além de cerca de 80 exames de corpo delito. ‘‘Todos esses casos teriam que ir para Maringá ou Umuarama’’, frisa Butaccini. Sobrecarregado, o médico legista já chegou a enviar ofício ao Fórum esclarecendo que os laudos podem atrasar devido a falta de funcionários. Ele também já teria manifestado vontade de deixar o órgão. ‘‘Ninguém aguenta ficar o tempo todo de plantão’’, explica Butaccini.

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