Londrina
O Instituto Médico Legal (IML) de Londrina poderá fechar por falta de pessoal do setor administrativo. Apenas uma funcionária atende o setor e em breve irá se aposentar. As informações foram passadas pelo chefe do IML, o médico Antonio Carlos Queiroz, que já notificou o problema à direção do órgão em Curitiba e ao secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. ‘‘A situação é grave e o próprio secretário está preocupado. Estamos diante de um impasse, pois o Estado está com dificuldade de contratar pessoal porque implica em abrir concurso público. Quando nós assumimos a chefia há 70 dias, sugerimos terceirizar este serviço. No entanto, o Estado está impedido por lei de contratar serviços administrativos desta forma’’, diz o médico.
A direção do IML em Curitiba mandou para Londrina dois veículos (rabecões) para transportar corpos, mas não há motoristas para dirigi-los. O problema foi resolvido junto à Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) com um contrato de comodato. O Estado empresta as viaturas e a Acesf fornece os motoristas, o combustível e faz a manutenção. Os dois rabecões são locados de uma empresa particular por R$ 8 mil mensais.
Mas como a Acesf atende só no município, um dos rabecões fica parado. Os atendimentos para mortes violentas, quando o rabecão é usado, não ultrapassam a dois casos diários. Segundo informações da Acesf, cada veículo tem capacidade de carregar três corpos de cada vez. O diretor da Acesf, Gustavo Santos, foi procurado para falar a respeito mas não foi encontrado.
Queiroz está convocando as funerárias da região para que elas cooperem financeiramente com o IML. ‘‘A proposta é o Conselho Comunitário de Segurança gerenciar um fundo dos valores e contratarmos digitadores para confecção de laudos e funcionários para serviços gerais e atendimento de portaria.’’

mockup