IML nega participação de servidores
O diretor do Instituto Médico Legal (IML), Francisco Moraes e Silva, admitiu ontem que existem irregularidades e falsificações de laudos de necropsia para tentar liberar recursos do seguro obrigatório de acidentes de trânsito, mas negou o envolvimento de qualquer funcionário ou legista do IML na confecção destes exames. ‘‘Logo que ouvi que estas denúncias estavam reaparecendo na mídia, fiquei muito perturbado. Só respondo estas denúncias com a demonstração dos fatos’’, declarou ele.
De acordo com Silva, em fevereiro deste ano foram presos os primeiros envolvidos na quadrilha de estelionatários que faziam este tipo de falsificação. ‘‘Eles eram os responsáveis pela máfia do seguro’’, declarou ele. Marcos Antonio Costa, Luiz Carlos Valdez e Luis dos Santos foram presos em flagrante e estão respondendo processos criminais na 7ª e na 10ª Vara Criminal de Curitiba. ‘‘Eles mesmos disseram que não tinha qualquer participação de funcionários meus neste esquema’’, argumentou. Eles foram acusados de falsificar mais de 60 laudos, carteiras de identidade, croquis de acidentes de trânsito e certidões de nascimento e óbito.
O diretor do IML está sob cuidados médicos e já contratou o advogado Ronaldo Botelho para defendê-lo. ‘‘Vou esclarecer isto na Justiça’’, declarou. A reportagem da Folha tentou entrar em contato ontem com o advogado de Silva, mas não conseguiu. (L.P.)

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