Ao contrário do que aconteceu na semana passada, o Instituto Médico Legal de Londrina manteve atendimento externo ontem à tarde durante o jogo da Seleção Brasileira. Na quarta-feira, quando houve o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, e na sexta-feira, após o feriado de Corpus Christi, o atendimento no IML foi apenas para emergências.
O chefe do IML, Antonio Carlos de Queiroz, afirma que na sexta-feira, dia 12, houve expediente interno, com o trabalho desenvolvido por todos os funcionários administrativos e técnicos. A medida, segundo ele, ‘‘teve o objetivo de aproveitar o feriado e os pontos facultativos para reorganização interna do instituto’’.
Na ocasião, a reportagem da Folha recebeu diversas reclamações e foi até o IML, onde encontrou pessoas revoltadas com um anúncio de que os atendimentos somente seriam para casos de urgência.
Uma senhora que foi vítima de agressão física disse que tinha de fazer exames de lesões corporais naquele dia. Ela tinha que sair da Cidade pois era ameaçada de morte pelo marido. A vítima já havia estado no IML na tarde do dia 10, quando foi informada de que era ponto facultativo por causa do jogo da seleção do Brasil.
A mulher acabou viajando com os dois filhos para o interior de São Paulo sem fazer o exame. A vítima somente poderia ser atendida na segunda-feira seguinte, dia 15.
Também na semana passada, o funcionário do IML José Ademir Codonho sacou a arma contra o delegado Antonio Zuba de Oliva. O fato foi contado pelo próprio delegado à imprensa. O motivo da confusão, segundo o delegado, foi a demora no atendimento.
Em ofício à Folha o chefe do IML afirma que somente houve um desentendimento entre os dois e que ‘‘o assunto é de ordem interna do órgão’’. Quanto à preocupação das vítimas em relação à comprovação das lesões, Queiróz garantiu que elas ‘‘não desaparecem da noite para o dia’’. Em relação à mulher ameçada de morte pelo marido, o chefe do IML afirmou: ‘‘É um problema a ser tratado pela polícia Civil ou a Militar e não uma situação emergencial’’.

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