IML investiga causa de morte de garoto
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terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O estudante Rafael Gabriel da Silva, 12 anos, foi enterrado no final da tarde de ontem sem que ainda se soubesse o motivo de sua morte. Ele teria sofrido uma parada cardio-respiratória no domingo à tarde e, apesar de ter sido socorrido pelo Siate, não resistiu. O Instituto Médico Legal (IML) liberou o corpo, mas pediu um prazo maior para realizar exames complementares. ''Por enquanto, a causa mortis é indefinida'', disse o diretor administrativo do IML, Fernando Piccinin.
O fato ocorreu no Conjunto Novo Amparo, Zona Norte de Londrina. De acordo com o sargento Félix, do Corpo de Bombeiros de Londrina, a princípio o Siate teria sido acionado para atender um caso de obstrução de vias aéreas, causado por engasgamento. No local da ocorrência, entretanto, os familiares se mostravam confusos sobre o que teria acontecido com Rafael. ''O menino apresentava um pouco de sangramento pela boca e já estava desacordado quando chegamos. Os médicos tentaram reanimá-lo com aparelhos, mas não foi possível salvá-lo.'' Segundo Félix, não foram encontrados indícios de engasgamento.
Ontem, a reportagem conversou com o irmão de Rafael durante o velório do adolescente. Robson Ricardo da Silva, 25 anos, comentou que a família ainda buscava uma explicação para a morte do menino, que segundo ele era saudável. ''Foi um choque para todo mundo, ninguém esperava uma coisa dessas de uma hora para outra.''
Robson relatou que o irmão havia almoçado na casa de uma vizinha instantes antes da tragédia. Essa vizinha teria dito à família que viu o menino cair no meio da sala, repentinamente. Robson disse que Rafael tinha uma espécie de má formação da caixa toráxica, que deixava seu peito projetado para a frente.
Piccinin informou que, em primeira análise, não foram encontrados no corpo de Rafael objetos que estivessem tampando as vias aéreas. Mas havia sinais de asfixia. ''Precisamos fazer exames complementares para precisar a causa da morte. O laudo final deve sair em cerca de 20 dias.'' A reportagem tentou contato com o médico Mauro Basso, que atendeu Rafael, mas os bombeiros informaram que ele acabara de tirar férias no Siate.


