O Instituto Médico Legal de Londrina (IML) fez ontem pela manhã a exumação do corpo de Dassilvo Aparecido Spósito, morto em 93, no interior do antigo Cadeião da rua Sergipe (centro). O acusado da morte é policial militar Luiz Carlos Pedro. Spósito era preso de confiança, tinha livre circulação pela antiga Cadeia e morreu com um tiro na cabeça na cozinha do prédio.
Segundo o advogado do acusado, Marcelo Leal, o objetivo da exumação é mostrar que Spósito pegou a arma do policial e se matou. O advogado conta que a vítima não só circulava dentro da cadeia como também saía e entrava a hora que queria e que havia denúncias de que ele praticava assaltos e guardava objetos roubados em sua casa.
‘‘Na época, a polícia foi até a casa dele e encontrou vários objetos roubados. Com isso, ele perderia a confiança e voltaria para dentro da cela. Essa situação o levou ao suicídio’’, sustenta Leal. O preso estaria jurado de morte por outros detentos.
Com a exumação o advogado pretende que sejam determinadas a real trajetória do projétil que atingiu Spósito e se o tiro foi ou não desferido com a arma encostada na cabeça da vítima. Os exames serão feitos pelo IML.
A morte de Spósito criou uma briga entre o então delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial Clóvis Galvão e o legista Antonio Camata, que era chefe do IML. Galvão afirmava que Spósito havia se matado e Camata dizia o contrário, que o preso havia sido executado. O legista chegou a confeccionar um laudo a respeito, que serviu como peça principal da promotoria para denunciar o soldado Luis Carlos Pedro.

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