A confusão que colocou o pedreiro Osni Martins como morto, mesmo gozando boa saúde, fez com que a diretoria do Instituto Médico Legal do Paraná (IML) determinasse ontem a todas as suas unidades maior rigor no cumprimento das normas para liberação de corpos não identificados e não reclamados por seus parentes.
Segundo o diretor-geral do IML do Paraná, Francisco Moraes Silva, um dos fatores que levaram a equipe técnica do instituto o liberar o corpo foi o fato de a família ter reconhecido o cadáver, o que induziu os funcionários do instituto a erro. Silva disse que outro fator que pode contribuir para equívocos é a pressão da família para liberação dos corpos com rapidez.
Segundo Silva, as dificuldades estão na falta de equipamentos e técnicos no interior. O instituto tem conseguido identificar no mesmo dia ou no dia seguinte, as vítimas de grandes acidentes, como no desabamento do prédio em Guaratuba, onde morreram cerca de 30 pessoas.

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