IML está há dois meses sob intervenção
Luciana Pombo
De Curitiba
Policiais que investigam denúncias contra o Instituto Médio-Legal de Curitiba encaminharam documentos à Corregedoria; sistema de requisições começa a ser informatizado
O Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba completa hoje dois meses sob intervenção com o trabalho de apuração das denúncias de irregularidades e saneamento administrativo em fase avançada. Foram ouvidos funcionários e médicos-legistas, recolhidos laudos com indícios de falsificação, coletados exames cujos resultados de toxicologia e necropsia podem ter sido adulterados e constatados os desaparecimentos de diversos dados que deveriam ter sido arquivados.
Encaminhamos tudo para a Corregedoria da Polícia Civil, Ministério Público, Departamento de Assuntos Internos e Divisionais para que fossem tomadas as providências administrativas e criminais, declarou o delegado Leonyl Ribeiro, ex-interventor do IML e atual delegado-geral da Polícia Civil.
As denúncias de irregularidades administrativas e suspeita de comércio de cadáveres começaram a ser feitas no ano passado. O Ministério Público chegou a ajuizar uma ação civil pública contra o então diretor do IML, Francisco Moraes e Silva, por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Também estão sendo investigadas denúncias de falsificação de laudos médicos e abuso sexual.
Ontem, o primeiro passo para a solução dos problemas foi dado. O atual interventor do IML, Annibal Bassan Júnior, que acumula o cargo de diretor da Escola de Polícia, deu início ao processo de informatização do órgão. As requisições começam a ter um sistema ágil de informatização, que vai permitir um levantamento melhor dos laudos feitos dentro do instituto, garantiu.
Bassan acredita que os funcionários terão que passar por duas semanas de adaptação do novo sistema até que todas as requisições comecem a ser arquivadas.
Há uma semana no cargo, Bassan Júnior disse que está encarregado de agilizar o encaminhamento de ofícios e laudos que estavam parados. O grande desafio, de acordo com ele, será superar as dificuldades de pessoal, principalmente na área de necropsia. Estamos solicitando o retorno dos funcionários que trabalhavam como auxiliares de necropsia e que foram disponibilizados para as delegacias e distritos de Curitiba, salientou ele.
Também enfrentam dificuldades com falta de pessoal os institutos de Londrina, Ponta Grossa, Apucarana e Campo Mourão. Leia sobre os institutos de Londrina e Apucarana ao lado.





