IML é desativado por falta de equipamentos
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terça-feira, 31 de dezembro de 1996
Gerson da Luz Souza Especial para a Folha 
TOLEDO - O Instituto Médico Legal (IML) de Toledo (47 quilômetros a oeste de Cascavel) está desativado desde o início do mês. O órgão não tem condição de operar em função da precariedade em que se encontram os equipamentos, inclusive a geladeira para cadáveres, que está com defeito. Além disso, o único legista que trabalhava no local pediu afastamento por falta de pagamento dos salários.
A situação está gerando transtornos para a Polícia Civil, que precisa recorrer ao IML de Cascavel quando é necessário juntar aos processos em andamento algum laudo de lesões corporais ou de necropsia. Além da própria cidade, o IML de Toledo atendia Marechal Cândido Rondon, Palotina e outros municípios da região. São em média 70 exames de lesões por mês e mais de 30 necropsias.
Segundo o delegado Lino Lopes, a delegacia local está jurisdicionada a Cascavel, que ostenta condição de subdivisão policial. Dessa forma, caberia ao IML de Cascavel atender Toledo e microrregião. Como o acúmulo de serviço é grande, a prefeitura e Estado firmaram convênio para criar o órgão em Toledo, responsabilizando o município pela manutenção da estrutura e pagamento dos funcionários, explicou. O IML está instalado em sala emprestada pela Clínica DallÓglio.
Subdivisão Por causa de dificuldades financeiras, a prefeitura deixou de cumprir com seu compromisso, disse. Lino Lopes argumenta que para o próximo ano a expectativa é que a situação melhore, pois a Secretaria de Segurança Pública está demonstrando intenção de também transformar Toledo em subdivisão, devendo construir o IML na cidade, contratar pessoal e instalar os equipamentos necessários. A construção, com 340 metros quadrados, já aprovada pelo Estado, deverá ser erguida ao lado da delegacia.


