Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
O Instituto Médico-Legal (IML) de Foz do Iguaçu liberou ontem os corpos dos seis estrangeiros que morreram na colisão de dois barcos do Macuco Safari, ocorrido na manhã de domingo. O prazo para que os laudos que revelarão as causas da morte sejam anexados ao inquérito é de mais oito dias, mas a previsão dos legistas é que os trabalhos sejam concluídos amanhã.
A única vítima brasileira, o piloto Cândido Siqueira, de 23 anos, liberado na noite de ontem e velado durante todo o dia, foi sepultado no final da tarde de ontem no Cemitério São João Batista.
Ontem, os familiares das vítimas, com a ajuda de representantes dos consulados de Portugal, França e Chile, passaram o dia tentando obter a documentação necessária para fazer o traslado dos corpos. A Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico se comprometeu em agilizar o processo. O objetivo é que os corpos cheguem a São Paulo hoje, e amanhã sigam para o Chile e a Europa.
Por motivos de saúde, a aposentada chilena Maria Soledad Andressa Silva, 69 anos, uma das sobreviventes do acidente, retornou a Santiago ontem, deixando para que os representantes consulares providenciassem o translado do marido, o dentista Jorge Alcazar Cruz, 54 anos.
A Companhia de Energia Bandeirante também está ajudando familiares dos três engenheiros portugueses – Antonio Baia Patrão, 41 anos, Manoel José Saramago Areias Pereira, 48 anos e Esther Lakshmi Alves Osório Areias Pereira, 46 anos – que morreram no acidente. Eles estavam prestando serviços temporários para a empresa.
Além de bancar os traslados, que a Folha apurou custar em torno de R$ 12 mil por corpo, a Ilha do Sol Turismo, proprietária dos dois barcos envolvidos no acidente, divulgou ontem que todas as famílias das vítimas receberão um seguro de vida no valor de R$ 5 mil.
O prefeito Harry Daijó (PPB) decretou lucro oficial em Foz do Iguaçu até amanhã. ‘‘É um dos piores momentos da história da cidade, mas agora é hora de se unir e ajudar as famílias das vítimas desta fatalidade’’, disse o prefeito. Ele afirmou não temer que a repercussão internacional da tragédia prejudique a receita turística do município.

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