IML de Maringá está há 2 meses sem emitir laudo
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de dezembro de 1996
Sucursal de Maringá 
O Instituto Médico Legal (IML) de Maringá está há dois meses sem emitir nenhum laudo de ocorrências atendidas pelos 32 municípios da região de abrangência. O IML tem três funcionários: um auxiliar de necrópsia e duas faxineiras. O atraso na emissão de laudos, segundo o delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá, Leonil Cunha Pinto, vem causando transtornos no encaminhamento de inquéritos para a Justiça.
Pelos cálculos do auxiliar de necrópsia do IML, Hermes de Souza, são quase 300 laudos a serem datilografados. Ele explica que se aposentou pelo Estado em setembro, e continua no serviço depois de ter sido contratado pela prefeitura. Mas desde outubro não conta com um auxiliar para datilografar os documentos.
A emissão de laudos nunca demorou mais que dois ou três dias. Além disso, com o IML de Paranavaí funcionando sem a estrutura necessária, casos da região são atendidos em Maringá.
O delegado Leonil Cunha Pinto ressalta que o laudo do IML é a peça mais importante no inquérito policial. Por enquanto, segundo Leonil, nenhum preso foi liberado por falta de laudo no inquérito. O delegado José Aparecido Jacovós, de Sarandi (7 quilômetros de Maringá), entrou em contato com a direção-geral do IML em Curitiba que desconhecia o problema. Tenho pelo menos dois presos que podem requerer a liberdade devido à demora no encaminhamento do inquérito, reclama.


