O Instituto Médico Legal (IML) de Londrina só está fazendo atendimento ao público externo (exames de lesões corporais e entregas de laudo) durante o período da manhã. À tarde, os dois únicos funcionários que trabalham na administração se ocupam da digitação dos laudos. A situação, segundo o médico-chefe do IML, Antonio Carlos de Queiroz, é resultado da falta de funcionários para trabalhar na administração.
Outro reflexo da situação, que se arrasta por vários meses, é o fechamento do setor de toxicologia. Essas medidas entraram em vigor na última segunda-feira. Ontem à tarde, Queiroz se reuniu com os promotores das varas criminais de Londrina para expor a situação. Segundo ele, o fechamento do setor de toxicologia e a limitação no horário de atendimento do órgão irá prejudicar o trabalho da Justiça e da Polícia. Todos os exames que antes eram feitos na toxicologia local deverão ser encaminhados a Curitiba.
Para exemplificar, ele cita que para manter um suspeito de tráfico preso é necessário o exame de identificação de substância entorpecente. Por lei, o laudo do exame tem que ser apresentado em 10 dias. Após esse período, o suspeito tem que ser libertado.
‘‘Minha dúvida é se, entre a apreensão da substância, o envio a Curitiba e o retorno a Londrina será possível atender o prazo estipulado em lei’’, diz Queiroz. Para o setor, estão contratados dois toxicologistas, sendo que um deles está em licença prêmio. ‘‘O outro não dá conta de receber material, fazer exame e digitar o laudo.’’
Segundo ele, para voltar a atender normalmente é necessária a contratação de mais dois funcionários para o setor administrativo. A Folha tentou ouvir o Secretário de Segurança Pública, Rubens Tanure, mas a assessoria de imprensa do órgão não deu retorno.

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