O Instituto Médico Legal (IML) de Londrina, que funciona apenas meio período para atendimento ao público, pode ser fechado por tempo integral. O risco de fechamento ocorre porque sua estrutura já está precária há muito tempo e pode ficar ainda pior. É que os dois funcionários do setor administrativo são comissionados e há determinação do governador Jaime Lerner de cortar 70% dessas funções. Além disso, o contrato de trabalho de dois médicos-legistas vence em janeiro e não há perspectiva de renovação e, ainda, há pedido de aposentadoria para o início do ano de dois peritos.
Esta situação foi apresentada ontem à tarde pelo presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Jorge Coimbra, e pelo médico-chefe do IML, Antônio Carlos Queiroz, ao presidente da Câmara Municipal, Adalberto Pereira da Silva. Durante a reunião, Pereira conversou pelo telefone com o secretário de Segurança Pública, Rubens Tanure, que confirmou a decisão do governador.
De acordo com Adalberto Pereira, o secretário de Segurança demonstrou pessimismo e reiterou a impossibilidade de contratações para o IML de Londrina. Pereira apelou para a vice-governadora, Emília Belinati, mulher do prefeito local, Antonio Belinati. ‘‘Não foi possível falar diretamente com dona Emília, mas a assessoria assegurou que amanhã (hoje) o contato será feito’’, explica, acrescentando que se ela for tão pessimista quanto o Secretário de Segurança não haverá alternativa a não ser fechar as portas do IML.
‘‘Se o governo não resolver o problema, recomendo que dona Emília e Lerner não venham à cidade, pois serão obrigados a ver corpos londrinenses serem liberados pelos IML de Cornélio Procópio ou Maringá. O de Londrina estará fechado’’, destaca Coimbra.

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