IML confirma morte de adolescente espancada
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de outubro de 2015
Grupo Folha 
A adolescente de 15 anos supostamente espancada pelo namorado em Jataizinho, na Região Metropolitana de Londrina, na noite da última segunda-feira, morreu ontem, após passar os últimos dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU). O óbito da menina, por morte encefálica, foi confirmado ao Bonde, no início da tarde de ontem, pelo Instituto Médico Legal (IML).
A reportagem também procurou a assessoria de imprensa do HU, para saber se os órgãos da adolescente foram encaminhados para doação, mas o hospital comunicou que uma ação judicial movida pela família da garota o impede de repassar qualquer informação referente a ela.
O namorado da adolescente, de 18 anos, foi preso pela Polícia Civil no dia do suposto espancamento. Conforme as investigações, o crime teria sido cometido pelo jovem em uma estrada rural de Jataizinho.
Inicialmente atendida por socorristas do Corpo de Bombeiros, a garota foi levada ao Hospital Cristo Rei, em Ibiporã, antes de dar entrada, à 1h50 da última terça, no HU. Até as 19 horas de terça, o boletim do hospital informava que a menina estava em coma, respirando por aparelhos e entubada. Como o coração seguia batendo, o quadro era considerado gravíssimo, mas sem confirmação oficial do provável óbito, o que só veio a ocorrer nesta sexta-feira.
O suspeito de ter matado a adolescente alegou, em depoimento, que a menina ficou gravemente ferida após cair de moto. A polícia, entretanto, acredita que a jovem foi agredida pelo namorado.
O casal se conhecia há dois anos. Os dois viviam juntos em uma casa de Jataizinho desde abril. Em agosto e setembro foram registrados dois boletins de ocorrência relatando agressões sofridas pela garota. Em uma ocasião, ela chegou a fugir de casa, mas voltou atrás e retirou a queixa feita à polícia.
Informações apuradas pelo Bonde no decorrer da semana apontam que a adolescente estaria grávida de gêmeos - o próprio depoimento do rapaz atesta isso -, mas o HU não confirmou a gravidez. Caso ela estivesse mesmo esperando dois bebês, o jovem poderia responder por triplo homicídio.


