IML centralizará transporte de corpos
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de janeiro de 1998
Lucilia Okamura 
Até o final deste mês, o Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina começa a fazer o transporte de corpos de vítimas de mortes violentas da região para serem necropsiados na cidade. O objetivo é acabar com a briga entre funerárias que, muitas vezes, disputam os corpos e acabam, inclusive, prejudicando o trabalho da Polícia.
São consideradas vítimas de mortes violentas aquelas que sofreram acidentes de carro ou foram assassinadas, entre outros casos. Segundo o chefe do IML, Antônio Carlos Queiroz, a média é de 11 vítimas de mortes violentas por semana na região de Londrina, que inclui 18 municípios. Ele explica que estes cadáveres precisam, necessariamente, passar por uma necrópsia antes de serem enterrados.
Os corpos das cidades da região são trazidos ao IML pelas funerárias, o que vem gerando vários problemas, afirma Antônio Queiroz. Ele informa que não é raro as funerárias brigarem entre si para decidir quem transporta o corpo e isso traz prejuízos na investigação de um crime. Recentemente, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), as funerárias discutiram e acabaram retirando o cadáver do lugar, antes da chegada da Polícia e do Instituto de Criminalística, exemplifica.
Antônio Queiroz informa que o transporte de corpos de vítimas para o IML será feito por um dos dois veículos (rabecões) que foram enviados no ano passado pela direção do instituto em Curitiba. Ele diz que em breve deve conseguir um motorista e auxiliares para que o trabalho de transporte comece ainda neste mês.
O chefe do IML pretende também fazer uma reunião com os proprietários das funerárias para falar sobre o assunto. Ele diz não temer uma possível rejeição das funerárias. Eles não têm que reclamar, porque o transporte de vítimas de mortes violentas para o instituto é de responsabilidade do IML, ressalta.
E para acabar de vez com a disputa das funerárias, o chefe do IML diz que irá propor um esquema de rodízio entre elas. A cada semana uma funerária fica de plantão no IML para se responsabilizar pelo enterro, relata.


