Curitiba - A família do bebê Aisha Caroline Machado de Oliveira, de 4 meses, que morreu na segunda-feira em uma creche particular do Bairro Capão da Imbuia, em Curitiba, está aguardando o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) para saber o motivo da morte da menina e decidir se vai ou não entrar com ação na Justiça contra os proprietários da creche. Abalados com a situação, os pais disseram que preferem não antecipar qualquer decisão. Até ontem, no entanto, o IML não tinha nenhuma conclusão e a perspectiva era de que o laudo final só ficasse pronto dentro de uma semana.
Segundo a mãe da menina, Daiane da Silva Machado, que levava a menina há apenas uma semana à creche, Aisha foi deixada no local às 11 horas na segunda-feira sem nenhum problema de saúde. No meio da tarde ela teria recebido um telefonema da creche informando que a criança estava com febre e que, por este motivo, fora encaminhada ao Hospital Cajuru. Mais tarde, ela ficou sabendo que quando Aisha chegou ao hospital, às 16h30, já estava morta.
A polícia está investigando o caso. Apesar do laudo do IML não ter sido concluído, a suspeita é que a criança tenha morrido afogada com o leite da mamadeira. A Folha tentou entrar em contato com os responsáveis pela creche, mas ninguém atendeu o telefone ontem. A Secretaria Estadual de Educação, através do Núcleo Regional da Secretaria em Curitiba responsável pelo controle das creches e berçários particulares informou que o estabelecimento está devidamente registrado e com a documentação em ordem.
Revoltados com a situação, moradores do Capão da Imbuia fizeram um protesto, anteontem, em frente à creche, que permanece fechada.

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