Mais viaturas, novos e mais modernos equipamentos e principalmente uma sede própria. Projetos do Instituto Médico Legal (IML) de Londrina que, segundo o coordenador do setor administrativo do órgão, Fernando Piccinin, ajudarão no trabalho de médicos e técnicos do instituto. ''Se essa estrutura fosse melhorada, a criminalidade certamente diminuiria, porque as pessoas associam o IML apenas à remoção e identificação de cadáveres, mas isso representa de 5% a 10% do nosso trabalho. O IML trabalha na identificação de provas formais de crimes.''
Os planos de melhorias do instituto entraram em pauta depois de anunciados investimentos nos IMLs de Londrina e Maringá, através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo estadual. ''Oficialmente nós não recebemos qualquer informação sobre isto, apenas acompanhamos através da imprensa'', destacou o diretor do órgão, Gabriel Fernandes Neto. A informação do repasse de R$ 160 milhões para a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) foi divulgada na última semana pelo secretário estadual de Planejamento, Ênio Verri.
Segundo a assessoria de comunicação da Sesp, o valor e a maneira como os investimentos no IML de Londrina serão aplicados ainda não estão definidos. ''Esperamos que esta verba possa ser liberada para a construção de uma nova e adequada sede, uma vez que esta é alugada e, por isso, temos dificuldades em ficar readaptando para nossas necessidades. Os investimentos em equipamentos também são necessários, uma vez que os exames evoluem e precisamos acompanhar. Ninguém falava em DNA até alguns anos atrás, hoje realizamos várias exames desta natureza'', lembrou Piccinin.
Outra necessidade - mais pontual - do IML é a aquisição de novos veículos para remoção de cadáveres. O IML de Londrina, que atende uma população de cerca de 1 milhão de pessoas de cem municípios da região, tem apenas três viaturas, sendo que duas delas estão em constante manutenção. ''Estou com apenas um carro rodando, se ele quebrar, não sei como faremos.'' Piccinin ressaltou que, em função da estrutura do instituto, os delegados das cidades atendidas pelo IML de Londrina costumam solicitar auxílio das funerárias locais. ''Nos centramos mais em Londrina, que já é uma cidade grande para atendermos. Mas se for necessário, nos deslocamos com a equipe para os municípios vizinhos.''
Outra dificuldade do Instituto, segundo Fernandes Neto, é o fato de dois terços dos 34 funcionários serem terceirizados ou comissionados. ''Isto é algo que também nos preocupa. Esperamos que, com o concurso público realizado no último mês de julho, esta situação possa melhorar''. Anualmente, o IML realiza cerca 700 perícias em cadávares oriundos de mortes violentas. Além disso, diariamente são realizados exames toxicológicos, psiquiátricos, de violência sexual e lesão corporal.

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