Curitiba Uma motivação fez com que descendentes de imigrantes criassem os clubes. O Clube Concórdia surgiu do gosto dos alemães pela música. Já o Sociedade Thalia, também de origem alemã, foi dedicada ao teatro. A Associação Rio Branco congregava os artesãos depois traduziram como Sociedade Beneficente Operária , enquanto que a Duque de Caxias reuniu ginastas. Já a Associação Giuseppe Garibaldi, de descendentes de italianos, era de caráter beneficente. Quem conta é o historiador Sérgio Nadalin, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Segundo o docente, os descendentes encontraram nos clubes e sociedades uma forma de manter os laços com a terra natal e com a própria língua, além de exercer atividades culturais e solidárias, como o pagamento de cotas para auxiliar pessoas necessitadas ou fazer o sepultamento de pessoas mais pobres. ''A partir do final do século XIX e durante meio século quase uma centena de associações apareceram como cogumelos em Curitiba. Logo após a Segunda Guerra Mundial elas desaparecem ou se fundem'', informa Nadalin.
''Meu avô foi presidente da Sociedade Beneficente Cabral e fui frequentador do Concórdia até a vida adulta. Lembro que às terças-feiras sempre tinha sessão de cinema, e o clube tinha orquestra clásica e coral. A vida do jovem era mais vigiada e o lazer nos clubes possibilitava isso aos pais'', recorda o historiador.
Ele lembra ainda das dificuldades que os clubes de descendência estrangeira sofreram durante o período de efervescência nacionalista, após 1937. Houve uma tentativa de forçar os grupos de imigrantes até a se comunicarem em português. ''A situação torna-se radical até o término da Segunda Guerra. O Clube Concórdia foi quase que expropriado e lá se instalou a liga de Defesa Nacional. Depois foi entregue ao Clube Atlético Paranaense. Os alemães só conseguem recuperar a sede, em 1945'', conta ele. (F.G.)

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