Psicóloga e pesquisadora na área de segurança, Paula Gomide, acredita que o ''imediatismo'' está a favor do criminoso em situações de confronto. ''Eles sabem que estarão no hospital ou no cemitério. Não fazem planos a longo prazo'', explica. As drogas seriam como um catalisador para falta de medo.
Para ela, são necessários cada vez mais investimentos na investigação para que o crime seja evitado. ''A polícia só descobre o bandido na hora em que ele está cometendo o delito.'' Segundo Paula, a polícia deveria optar por mais procedimentos em que armas são retiradas das mãos de bandidos.
A questão do apoio da população volta à discussão nas ideias da especialista. ''A população apoia essas ações da polícia e as vê como uma solução. Isso facilita a impunidade.''
Apesar dos confrontos estarem na ponta do problema, na visão dela, o que determina os crimes e, por consequência, os conflitos está ligado a ''práticas educacionais''.
''A polícia só pega o final da cadeia. A fórmula é bem clara e só pode ser resolvida com investimento em programas socioeducativos, que ensinem profissão, em educação'', conclui.
''Claro que todo processo educacional é importantíssimo para todo setor da sociedade, mas acredito que mais que educação, a geração de emprego parece que é o principal fator que acaba desistimulando a criminalidade'', acredita o secretário Luiz Fernando Delazari.
De acordo com ele, o confronto policial não está relacionado ''diretamente'' com investimento em investigação, embora previna os crimes. ''O confronto está diretamente ligado ao enfrentamento que os criminosos, inclusive quando há operações policiais realizadas e planejadas com inteligência e investigação, mas no momento da ocorrência há a reação do criminoso'', explica. (D.R.)

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