Ilustres ignorados na paisagem urbana
Alguns monumentos passam despercebidos, enquanto outros, simplesmente desapareceram. Esse é o caso do monumento a Jonas Farias de Castro, um dos fundadores do Colégio Londrinense, no terreno do antigo Colossinho, e que deveria estar em praça de mesmo nome localizada entre as ruas Quintino Bocaiúva, Santos e Paranaguá (região central da cidade). Mas no local há apenas a base do monumento, pois o busto e as placas de identificação desapareceram.
Situação semelhante é encontrada no Obelisco Jardim Santos Dumont, que está sem pedaços e escondido pelo mato; ao monumento à Bíblia, que está com marcas de grafite; no Bosque, que teve placas furtadas, assim como na Praça da Bandeira e na própria Praça 1º de Maio, que semanas depois de reinaugurada, em homenagem aos pioneiros, perdeu sua identificação.
De acordo com a diretora de Patrimônio Artístico e Histórico Cultural, da secretaria municipal de Cultura, Vanda de Moaraes, o abandono, o furto de placas e a ação de vândalos, infelizmente, são comuns. ''Nesses casos a diretoria comunica a CMTU. Mas nós, como diretoria patrimonial, realizamos um trabalho conjunto, orçando novas peças, procurando parcerias e recuperando, dentro do possível, estes monumentos, que são muitos'', destacou Vanda.
Ainda de acordo com ela, a população, mesmo que pareça não perceber, desenvolve uma afinidade com essas construções. ''Posso dar como exemplo o Relojão: é só ele ficar um dia parado para as pessoas questionarem o que aconteceu''.
Outra característica da relação entre a população e seus monumentos, segundo a diretora, está na forma como essas construções são identificadas. ''Na Praça Sete de Setembro há um monumento à Imaculada Conceição, mas pelo formato, alguns apontam o local como a praça de Iemenjá'', disse Vanda.
Quanto à manutenção, a diretora de Patrimônio afirma que o uso e a identificação das pessoas com os mesmos são condições indispensáveis. ''As pessoas querem usufruir dos espaços públicos e cabe ao poder público garantir segurança, porque com o uso e a vivência, o sentido de preservação vai ser despertado''. (L.B.)





