Iluminação será terceirizada em Londrina
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O modelo ainda não está definido, mas Londrina vai terceirizar a manutenção e conservação da iluminação pública em 2014. A partir de fevereiro, os municípios serão os responsáveis por zelar por luminárias, reatores e lâmpadas. A Copel vai continuar responsável pela geração e transmissão da energia elétrica e manutenção dos postes, cabos e transformadores.
Hoje em Londrina existem 56.116 postes convencionais de iluminação, que são mantidos pela Copel. Outros 3.721 pontos são de iluminação ornamental - praças, parques e jardins - que recebem manutenção da prefeitura.
"Acredito que para ser eficiente, inclusive no atendimento ao público, na implementação de novas tecnologias, substituição de equipamentos e processos de compras, o mais interessante seria a contratação de uma empresa. Mas ainda não temos um modelo fechado", relata o secretário de Obras, Sandro Nóbrega, que informou que ainda não é possível saber quanto custaria a terceirização.
Segundo Nóbrega, será feito um contrato de duração de um ano até a definição do modelo, que seria colocado em prática a partir de 2015. "Buscamos um formato que contemple eficiência na prestação do serviço, eficiência energética e um novo modelo do sistema de iluminação, que agregue valor ao município", resume.
A definição do novo sistema será feita pela gerência de iluminação pública, que foi reestruturada com a chegada de mais servidores. "Iniciamos os trabalhos no começo do ano e, apesar do prazo final estar próximo, vamos conseguir definir todos os detalhes até fevereiro", garante Nóbrega.
Atualmente, a Taxa de Contribuição da Iluminação Pública (Cosip) vem junto com a conta de energia elétrica e é repassada diretamente para uma conta específica do município. Em Londrina, o valor da Cosip é definido de acordo com o consumo e representa cerca de R$ 1,5 milhão por mês. Deste total, R$ 1 milhão é destinado para a manutenção e consumo dos prédios públicos e o restante vai para o caixa. "Do valor total arrecadado, descontamos o consumo de energia dos prédios públicos e os reparos que são realizados pela Copel. Há um encontro de contas e o que sobra é repassado à prefeitura", explica o gerente da Área de Receita da Copel em Londrina, Antônio Lemes de Proença.
O município tem em caixa hoje mais de R$ 30 milhões arrecadados por meio da Cosip. A Câmara Municipal já aprovou a liberação do dinheiro para a compra de veículos e de equipamentos para a manutenção da iluminação ornamental e para auditar os serviços dos terceirizados.
A troca de uma lâmpada queimada, por exemplo, hoje pode ser solicitada ao município, mas como as prefeituras não possuem estrutura suficiente repassam o serviço à Copel, que depois cobra pela manutenção. A partir da nova regra, esta responsabilidade será exclusiva dos municípios. "Em casos extremos, como um temporal, um vendaval, onde há um dano completo da estrutura, a Copel irá recompor o postes e os cabos, além de restabelecer a energia. Os outros itens ficarão a cargo da prefeitura. A Copel pode até realizar, mas cobrará pelo serviço", frisa Proença.
"Quanto mais eu investir em durabilidade e conservação de energia menor será minha conta de luz. O que sobra eu posso investir mais em iluminação e isso se torna um círculo virtuoso", aponta Nóbrega.
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