A falta de pagamento da taxa de iluminação pública pode acabar em ‘‘apagões’’ em pequenos municípios da região Noroeste. Desde que a cobrança vinculada na conta de energia elétrica passou a ser contestada, moradores deixaram de pagar a taxa. Os municípios utilizam o dinheiro da taxa para a manutenção das lâmpadas e pagamento da conta de luz da iluminação pública.
Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Parananense (Amusep), Vanderlei Santini (PPB), varia de 10% a 30% o índice de moradores dos 29 municípios da região que pediram a retirada da cobrança na conta de luz. Santini explica que a associação está orientando os prefeitos a realizarem um trabalho de conscientização para fazer os moradores desistirem da idéia do não pagamento. ‘‘A comunidade precisa entender que ela não paga só a lâmpada em frente da sua casa, mas pelo benefício de ter por onde passa as ruas iluminadas’’, ressalta o presidente da Amusep.
Santini diz que os apagões não seguem nenhum padrão de economia de energia, mas podem ocorrer por falta de dinheiro das prefeituras. Conforme o presidente, a falta de recursos pode levar os prefeitos a deixarem de manter o sistema ou de pagar a conta junto a Copel. ‘‘Vai ser um apagão obrigatório’’, completa Santini.
Em Maringá, mas de duas mil pessoas pediram a retirada de cobrança da taxa na conta de luz. Segundo o secretário municipal de Fazenda, Ênio Verri, a prefeitura vai começar a emitir cobrança bancária, caso não encontre outra alternativa para receber a taxa. A maioria dos moradores que pediu a retirada da conta de luz, cuja cobrança é mensal, tentam a forma de pagamento junto com o carnê anual do IPTU.
Verri contou que o município paga cerca de R$ 500 mil mensais de conta de energia elétrica e recolhe R$ 800 mil. A diferença, segundo o secretário, serve para a manutenção da iluminação pública. Verri disse também que a prefeitura está fazendo um apelo para a continuidade do pagamento da taxa nas reuniões do Orçamento Participativo.
A discussão sobre a cobrança da taxa de iluminação pública virou um problema em vários municípios do Estado. Muitos prefeitos ainda não encontraram uma alternativa para evitar o prejuízo quando os moradores solicitam a retirada da taxa do talão de luz.

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