Outra conclusão do estudo de Paulo Felipe Sousa é que a utilização do ILS reduziria em 80,6% o período de fechamento do aeroporto de Londrina nos últimos cinco anos.
Justamente o primeiro mês analisado, janeiro de 2010, foi o que teve mais mensagens meteorológicas emitidas: 884. E das 87 vezes em que o aeroporto fechou naquele mês, apenas sete vezes isso teria acontecido com o ILS em funcionamento. "No total, o aeroporto ficou fechado 9,8% do tempo; com o ILS esse índice teria sido de apenas 0,8%", exemplifica. Em todo o ano de 2010, o estudo aponta que o uso do ILS reduziria o fechamento em 85%. "O custo para uma avião parado chega em milhões, cada um transporta 150 passageiros. Imagina três aeronaves no solo das 8 ao meio-dia. É um prejuízo enorme", aponta.
O que chama a atenção, segundo Sousa, é a discrepância entre o aumento de demanda de passagens e do número de passageiros e a redução dos voos no aeroporto de Londrina. Em 2013, foram 30.808 voos; no ano seguinte, foram 27.749, uma queda de 9,9%. "Questiono se as empresas aéreas estão reduzindo a oferta de voos para Londrina em função dos prejuízos que elas têm com o número de horas em que o aeroporto fica fechado."
"Essa questão do número de voos é sazonal, depende da época e do movimento. Temos que olhar a taxa de ocupação [das aeronaves], que era de 42% em 2009 e hoje é 72%. Praticamente dobrou, então não tem nada a ver com a infraestrutura", defende o superintendente da Infraero em Londrina, Marcus Vinícius Rezende Pio.
Atualmente, o aeroporto londrinense opera seus voos com um aparelho chamado RNAV, inferior ao ILS. Ele exige um mínimo de 400 pés de teto, altura entre o solo e as nuvens, e 1.600 metros de visibilidade na pista para que os aviões possam decolar e pousar. Com o ILS, esses parâmetros cairiam pela metade.(R.S.)

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