A instalação do equipamento ILS (Instrument Landing System) no Aeroporto de Londrina, para melhorar as condições de pousos e decolagens de aviões, depende da desapropriação de áreas pela prefeitura. O secretário de Obras e vice-prefeito de Londrina, Luís Carlos Bracarense, reuniu-se ontem com representantes do Departamento de Proteção ao Vôo (DPV) e da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) para discutir a viabilidade de o aeroporto contar com o aparelho.
Bracarense recebeu um relatório elaborado a partir de levantamento topográfico feito anteontem por técnicos e engenheiros do Instituto de Cartografia da Aeronáutica (ICA). De acordo com o secretário, o ILS praticamente elimina as restrições para decolagem e aumenta em 50% as condições para pouso, mas ainda há muitos obstáculos que impedem a sua instalação. O maior deles é a necessidade de uma faixa de segurança no lado direito do aeroporto, onde hoje estão instaladas uma escola construída pela empresa Carambeí, a sede do Tiro de Guerra, uma caixa d’água e a parte da Avenida Salgado Filho.
O secretário de Obras acredita que todas estas desapropriações são viáveis, diante da melhoria que as adaptações representarão para o funcionamento do aeroporto. ‘‘Mas a prefeitura não tem dinheiro e talvez seja necessária a ajuda da sociedade civil organizada.’’ Segundo Bracarense, também há a intenção de aumentar as medidas da pista de pouso e decolagem, que passaria de 2,1 mil metros para 2,4 mil metros. ‘‘Como a instalação do ILS tem um custo muito alto (mais de R$ 1 milhão), ela só deverá ocorrer depois da ampliação da pista e das desapropriações.’’ Todo este processo, na opinião de Bracarense, pode durar entre um e dois anos.

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