ILS-3 só deve chegar na virada do ano
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de agosto de 1998
Dimitri do Valle 
A instalação do equipamento que irá permitir aterrissagens com visibilidade zero no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, vai depender das companhias que operam no terminal. As empresas serão consultadas pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) e a Infraero sobre a viabilidade da implantação do ILS-3. O aparelho, que custa US$ 6 milhões, pode evitar que o aeroporto não permaneça fechado em dias de nevoeiro, como vem acontecendo.
O superintendente em exercício da Infraero no Paraná, Sérgio Antônio Foggiatto, informou que as respostas serão conhecidas em 30 dias. Extra-oficialmente, as companhias não lançaram restrições à compra do equipamento que exigirá treinamento das tripulações e readaptação dos intrumentos de pouso das aeronaves. Foggiatto informou que o ILS-2 está previsto para ser instalado entre final desse ano e o começo de 99.
A polêmica em torno do ILS-3 gerou até um inquérito civil público da Procuradoria Geral da República contra a Infraero que remeteu a sua defesa na quarta-feira passada.
Sgundo Foggiatto, o aeroporto Afonso Pena não desobedece as normas internacionais de segurança. Os procuradores da República também questionaram os gastos de embelezamento e reformas do terminal de passageiros. As despesas atingiram cerca de R$ 150 milhões, segundo a revista Veja. O superitendente em exercício argumentou que o que o aeroporto mais ressentia era de um terminal de passageiros. E os equipamentos já estavam previstos antes mesmo da inaguração do aeroporto.
Sérgio Foggiatto garantiu que já existem recursos para a compra do ILS-2, uma versão inferior do ILS-3 e que custaria US$ 5 milhões e 800 mil. Estamos prontos para instalar qualquer equipamento, mas temos que fazer uma consulta às empresas aéreas, pois o investimento principal não é nosso, mas das companhias, argumentou.


