Ilhéus vão participar de avaliações de processos
Os representantes da Associação dos Ilhéus Atingidos pelo Parque Nacional de Ilha Grande e Área de Proteção Ambiental (Apig) acreditam que a solução para o pagamento da indenização de suas terras, desapropriadas pelo governo federal em setembro de 1997. Eles decidiram suspender a ocupação na sede do Ibama em Curitiba, depois de uma reunião com o superintendente do órgão para o Paraná, Jonel Yurk. O Ibama deve apresentar até a tarde de sexta-feira uma minuta de um termo de cooperação que vai definir como vai ser o processo de avaliação das indenizações pagas pelo governo federal. Os agricultores vão ficar em Curitiba na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Paraná (Fetaep) até receberem o documento do Ibama, e não descartam uma nova ocupação.
O presidente da Apig, Eduardo Ortt, disse que a ocupação que aconteceu na tarde de quinta-feira envolveu 75 agricultores e foi motivada por sucessivos adiamentos da reunião com a diretoria do Ibama. Foi uma decisão das bases do movimento depois de mais de 100 dias de espera para a realização deste encontro, explicou. Ortt se declarou satisfeito com o resultado da reunião, principalmente pela redação de uma Ata, que prevê um termo de cooperação técnica entre o Ibama e os representantes dos ilhéus para estabelecer os critérios de avaliação das indenizações e uma reunião no dia 1º de setembro em Guaíra para dar início aos trabalhos.
O superintendente do Ibama, Jonel Yurk, disse que os adiamentos sucessivos desta reunião aconteceram por falta de tempo em sua agenda, mas também considerou o resultado da reunião satisfatório. Acordamos a metodologia para o acompanhamento dos processos e de como faremos o levantamento e os trabalhos de campo.
A estimativa da Apig é de que cerca de 1,5 mil ilhéus estejam esperando pela indenização federal, fora os posseiros que invadiram a área. Eles querem participar do processo de avaliação, estabelecendo uma forma de indenização semelhante a realizada pela Copel na área da Usina Salto Caxias, com indenização no valor médio de R$ 15 mil por alqueire. A associação estima que o total das indenizações deve atingir cerca de 23 mil hectares ou 10 mil alqueires, somando R$ 150 milhões.





