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DivulgaçãoExemploPescadores da Ilha do Mel recolhem lixo da ilha e o transportam em barcos normalmente usados para pesca: gincana organizada pela comunidade do local quer estimular turistas a recolher a sujeira no feriadão que começa amanhãUma gincana programada pela comunidade da Ilha do Mel vai tentar estimular os turistas a recolher em sacos plásticos o lixo reciclável produzido durante o feriado do Dia do Trabalho. A cada dois sacos cheios de lixo entregues nos postos de coleta, os turistas receberão uma senha para participar de um sorteio de brindes. A gincana será realizada sábado e é uma promoção da Associação dos Nativos de Praia Grande-Ponta Oeste.
A associação pretende distribuir 1.000 sacos plásticos, doados pelo Instituto Ambiental do Paraná. Os sacos devem ser apanhados e depois devolvidos num dos quatro postos de coleta que a entidade vai montar: na praia de Brasília, no trapiche, no farol e na Praia Grande.
O presidente da associação, Alcione Valentim, diz que o mutirão deverá abranger uma extensão de 28 quilômetros, incluindo as praias Grande, de Fora, do Farol, Fortaleza e Brasília. Ele acredita que cerca de 800 turistas deverão visitar a Ilha do Mel neste feriado.
Segundo Valentim, os nativos querem evitar que o lixo produzido pelos turistas fique espalhado pela ilha, pois fora da temporada a limpeza não é garantida pelo Estado. De acordo com ele, a própria associação gasta R$ 760,00 mensais para pagar quatro funcionários que fazem a limpeza da ilha e os barcos que transportam o lixo.
O lixo vai sendo acumulado num depósito até juntar um volume suficiente para encher um barco - cerca de quatro toneladas. Segundo Valentim, fora da temporada é fretado um barco a cada dois ou três meses. A associação pretende vender o material e usar o dinheiro no trabalho de limpeza.
Esta é a segunda gincana promovida pela associação. Na primeira, em janeiro, os turistas juntaram mais de duas toneladas de lixo.
E amanhã acontece no Morro do Anhangava, município de Quatro Barras, a tradicional romaria do Dia do Trabalho, para a qual são esperadas mais de 2 mil pessoas. Entidades da área ambiental estão programando uma ‘‘blitz ecológica’’ para evitar danos à vegetação e acidentes entre os participantes.

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