ILG promete nova turma em 2006
Quando a Universidade Estadual de Maringá, através do Instituto de Línguas (ILG), abriu o curso de mandarim, acreditou que não seriam preenchidas as vagas. Porém, para surpresa geral, para as 20 vagas disponibilizadas surgiram mais de 150 candidatos. A solução foi uma rigorosa triagem e a promessa de abrir uma nova turma no próximo semestre.
Segundo o professor-coordenador Domingos Vaulei Mariucci, o oferecimento do idioma chinês foi uma idéia do governador Roberto Requião. Em visita à China neste ano, ele voltou entusiasmado com as oportunidades de negócios entre paranaenses e chineses. Na sequência, disponibilizou, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, verba de R$ 150 mil a sete instituições de ensino superior do Paraná para a implantação do curso do idioma chinês. Foram contempladas universidades e faculdades de Curitiba, Maringá, Londrina, Guarapuava, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu.
Para frequentar as aulas, os alunos precisam ter cursado o inglês de nível intermediário, ter idade mínima de 16 anos e ser acadêmicos (ou formados) em curso superior.
O professor Mariucci considera que três semestres de aulas (180 horas) são suficientes para os estudantes aprenderem conversação básica, fonética e introdução ao alfabeto mandarim. Admite, entretanto, que os alunos precisam continuar os estudos por se tratar de língua totalmente estranha aos ocidentais. Ele acredita que os alunos podem encontrar trabalho junto a empresas que negociam com a China nas áreas de agropecuária, tecnologia e saúde. ''É um campo de trabalho muito promissor diante da crescente importância da China no cenário econômico mundial'', afirma.
Para a professora taiwanesa Yu Ching Kao, é difícil aprender mandarim pela complexidade dos ideogramas. Tanto que, nos três semestres, a aprendizagem não passa do básico. Os alunos aprendem conversação, gramática, fonética, palavras básicas do cotidiano e como formar frases. ''Estou muito satisfeita com o rendimento de meus alunos. Eles demonstram muita vontade em aprender. E, em se tratando de língua estrangeira, é assim mesmo, ou a pessoa fica no meio do caminho'', diz, num português com forte sotaque oriental.
Quando fazia doutorado em Letras na Espanha, em 2000, Yu Ching conheceu o maringaense Nilton Pedro Mardegan, que buscava sua independência financeira em solo europeu. Começaram a namorar e, ano passado, se casaram no Brasil. Mardegan retornou à sua cidade e a professora taiwanesa não encontrou dificuldade em arrumar emprego ensinando sua língua-pátria.





