O Instituto Londrinense de Educação para Surdos (Iles) completará 43 anos amanhã. Para comemorar, o grupo de teatro de mímica do Iles fará uma apresentação nesta quinta-feira, às 19h30, no Teatro Zaqueu de Melo. Formados pelo professor de mímica do Rio de Janeiro, Álvaro Assad, durante o Filo (Festival de Teatro de Londrina), os alunos já estão no segundo ano de atuação. O espetáculo, que vai contar com a presença do mímico Álvaro Assad, é aberto ao público.
O Iles foi fundado em 1959 pela professora Rosalina Lopes Franciscão e pelo marido dela, o professor Odésio Franciscon. Professora do Colégio Benjamin Constant, Rosalina ficava incomodada com um aluno surdo que não passava de ano, embora fosse bastante inteligente. Fez, então, contato com um professor de surdos que morava em São Paulo, que passou a vir a Londrina transmitir seus conhecimentos a outros professores. As viagens eram de trem.
A escola para surdos funcionava numa sala de aula do Colégio Benjamin Constant até ser transferida para o prédio atual, no bairro Boa Vista, perto do Aeroporto.
Hoje, o Iles tem cerca de 170 alunos de um a 25 anos de idade da educação precoce ao ensino médio (segundo grau), que foi implantado em 2000. A escola tem 40 professores e conta ainda com fonoaudiólogos, médicos, dentistas, psicólogos e assistentes sociais.
Quem conta a história é a professora e intérprete Jane Bastos Alves, que também é regente do Coral do Iles. Ela e os alunos do segundo ano do ensino médio Diego, Marcos, Leandra, Tássia e Alessandra visitaram a redação da Folha (foto) ontem. O grupo vai conhecer também o parque gráfico do jornal. Segundo a professora, eles estão fazendo um jornal e queriam conhecer o funcionamento da Folha. Eles conversaram com o fundador do jornal, João Milanez.

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