Impedidos de depositar o entulho de construção na Pedreira do Jardim Santa Fé e no aterro sanitário (ambos na Zona Leste de Londrina), a população tem buscado alternativas que vêm desagradando moradores de diversos bairros. Em um giro pela cidade, a reportagem da FOLHA identificou vários pontos de descarte de restos de construção, pedaços de madeira, peças de louça sanitária e galhos de árvores, entre outros tipos de lixo.
  No bairro Alto da Boa Vista (Zona Norte), por exemplo, os entulhos são despejados à luz do dia, sem nenhuma cerimônia, por carroceiros que não se preocupam em esconder dos moradores da região o ato irregular. Em terrenos de bairros próximos outros flagrantes foram feitos. Os moradores
contam que já pediram providências à prefeitura, e que depois da limpeza, no dia seguinte, o entulho começa a ser despejado de novo.
  Na parte baixa do Jardim João Turquino, na entrada de um recanto de chácaras, além da sujeira de lixo, entulho de construção e móveis, os moradores convivem com a fumaça dos pneus que são queimados na área. São casos em que, segundo o gerente de operações da CMTU, Marcelo Barreto, se configurar o crime ambiental, a multa pode variar de R$ 50 a R$ 1.500, além da punição aplicada de acordo com as leis ambientais – podendo até responder a inquérito criminal. Na semana passada a Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) iniciou uma fiscalização para tentar diminuir os despejos irregulares na cidade.


A queima de pneus emite fumaça tóxica e pode representar riscos de mortalidade prematura, deterioração das funções pulmonares, problemas do coração, depressão do sistema nervoso e central


Leis da natureza ou Lei de crimes ambientais é o título de uma lei brasileira (Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998), sancionada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso, que dispõe sobre as sanções penais e ministrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente

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