Josoé de CarvalhoMãos à obraOs alunos passam quatro horas diárias desenvolvendo atividades nas oficinas, além das aulas de educação física, música, apoio acadêmico, atendimento psicológico, médico e odontológicoO Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece) está organizando uma campanha para arrecadar papel. O dinheiro conseguido com a venda do material servirá para equipar as oficinas profissionalizantes mantidas pelo Ilece e que, atualmente, atendem 98 alunos com mais de 14 anos. A campanha deve ser lançada na próxima semana. Até lá, os responsáveis pelas oficinas do Ilece e a Associação Ambientalista Bandeira Verde, parceira da campanha, buscam patrocinadores.
O primeiro equipamento a ser adquirido com o resultado da arrecadação é um computador. A intenção, segundo a assistente social das oficinas, Rosângela Braga, é aplicar um novo programa para aprimorar a produção de embalagens, que já é desenvolvida pelos alunos. Parte do material arrecadado - papel branco - será destinado para uso dos próprios alunos que reciclam papel e com o material fazem embalagens, convites para festas, lembranças, envelopes, agendas e outros objetos.
Os postos de entrega de papel já foram definidos e são chamados de Postos de Entrega Voluntária (PEVs). Assim que a campanha for lançada, os interessados em colaborar podem levar o papel até um dos 10 endereços seguintes: Postos Rio, na avenida Rio de Janeiro; Moringão, na avenida Juscelino Kubitscheck; Shangri-Lá, na avenida Tiradentes; supermercados Viscardi, da avenida Duque de Caxias e Vila Casoni; colégios Vicente Rijo e Universitário; Fábrika Shopping, na rua Quintino Bocaiúva e Banco do Brasil.
Através da campanha, o Ilece também pretende divulgar o trabalho dos alunos das oficinas. Atualmente, os 98 alunos desenvolvem atividades profissionais em marcenaria, horticultura e trabalhos manuais como tapeçaria, crochê e bordados, além das oficinas de reciclagem de papel e produção de embalagens e outros objetos de papel. Na marcenaria eles fazem cabides, rodinhos, vassouras, apoio de panela para mesa e ímãs de geladeira.
Entre rodinhos e vassouras, a produção semanal, segundo a professora Zenilde Sorge Gonçalves, gira entre 300 e 350 unidades. A maior parte, de acordo com ela, é vendida nos pequenos mercados da periferia. O restante vai para a loja Arte Especial do próprio Ilece, localizada ao lado da sede do Instituto, na avenida Juscelino Kubitscheck, ao lado do clube Canadá. Os outros produtos também são encontrados na loja, apesar de a maioria ser feita por encomenda.
Os alunos da oficina passam quatro horas diárias desenvolvendo atividades. Além da parte profissionalizante que ocupa metade do tempo, os alunos também têm aulas de educação física, música, apoio acadêmico, atendimento psicológico, médico e odontológico. Pela produção eles recebem uma ajuda de custo que fica em torno de R$ 30,00 mensais. As oficinas ficam no jardim Del Rey (zona sul). O Ilece atende ainda outros 150 alunos, menores de 14 anos, na sede do Instituto.

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