A direção do Ilece (Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais) do conjunto Cafezal, zona sul de Londrina, espera definir ainda esta semana quando será reconstruído o muro que caiu em dezembro do ano passado por causa das fortes chuvas. Segundo a diretora da instituição, Suely Melhado, a queda também aconteceu porque a enxurrada provocou o rompimento de uma tubulação da Sanepar.

Imagem ilustrativa da imagem Ilece ainda aguarda Sanepar para conserto de muro derrubado pelas chuvas
| Foto: Reprodução/Ilece

De lá para cá, a companhia de saneamento pediu que o Ilece fizesse alguns orçamentos por conta própria e enviasse a previsão de custos dos reparos. "Não é tão simples como a gente pensava. Não foi só o muro que caiu. Teve o desmoronamento do barranco, mas três árvores ficaram estremecidas. Vamos ter que tirar esses troncos, colocar terra e só depois iniciar a reconstrução da estrutura. É algo bastante extenso. Encaminhamos essa documentação agora em janeiro, mas eles (Sanepar) precisam aprovar", comentou Suely.

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| Foto: Reprodução/Ilece

Enquanto aguarda uma resposta da estatal, a direção protocolou um pedido de vistoria na Secretaria de Obras. A diretora explicou que esse não foi o único episódio de destruição. "Quando a PR-445 estava sendo duplicada, sofremos alagamentos piores que o do ano passado. Não tem onde escoar a água quando chove. Ela vem direto pra gente, e infelizmente acontece essas coisas. Já tivemos outras quedas por causa das chuvas", afirmou.

Sem proteção, o Ilece tornou-se alvo da criminalidade. "No primeiro dia deste ano, algumas pessoas, que não foram identificadas, entraram e pegaram três cadeiras de plástico que estavam perto da residência do caseiro. Não teve nenhum dano pra escola, mas deixa a gente preocupado. Até pensamos em colocar ripas de madeira para impedir o acesso, mas o buraco é muito grande. Vamos esperar o que a Sanepar vai fazer, mas colocaremos um funcionário durante a entrada e saída dos alunos no espaço que ainda está aberto", ressaltou Suely Melhado.

O Ilece existe há mais de 40 anos no Cafezal e atualmente atende 210 alunos com múltiplas deficiências. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h55 e de 13h30 às 18h. A entidade possui 60 funcionários, incluindo professores, o que gera uma circulação diária de aproximadamente 300 pessoas por dia.

Em nota, a Sanepar disse que "está finalizando os orçamentos do processo de ressarcimento do Ilece. No início desta semana deve haver a conclusão da negociação".

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