Cerca de 200 voluntários de várias instituições religiosas de Londrina participaram de um mutirão de conscientização contra a dengue na manhã de ontem. A primeira distribuição de panfletos do ano foi feita em 32 semáforos, nos principais cruzamentos da cidade. A meta da Secretaria de Saúde era distribuir os informativos para 100 mil pessoas.
De acordo com o último boletim divulgado pela secretaria, 125 casos foram confirmados em Londrina desde o início do ano, sendo 94 autóctones e 31 importados. Na última segunda-feira, Maria Isabel Gil dos Reis, 58 anos, morreu vítima de dengue hemorrágica na cidade. O caso seria importado de Maringá.
O diretor de Saúde Ambiental Maurício Barros considera o período crítico, mas garante que a prefeitura tem atuado no combate e prevenção da doença. ''Com todos esses casos, temos intensificado as ações. Estamos enfrentando um período crítico. Existe a circulação viral da dengue na cidade e a época ainda é propícia para a proliferação do mosquito, com altas temperaturas''.
Para Barros, a conscientização é fundamental para evitar o risco de epidemia. ''Só vamos afastar esse risco quando os londrinenses entenderem que a dengue é uma doença grave, que leva a sofrimento, internações e até à morte. Por isso é importante cada um fazer sua parte'', analisa Barros.
Atendendo ao pedido feito pela Secretaria de Saúde, 15 budistas da Associação Brasil SGI estavam no cruzamento das avenidas Higienópolis e JK, orientando os motoristas que passavam pelo local. ''A saúde tem que vir em primeiro lugar. Essa foi a forma que nós encontramos de contribuir, entrando nessa luta junto com as demais entidades'', afirma Mikio Osamae, membro da associação.
Em frente à Catedral, na avenida Rio de Janeiro, estavam representantes da igreja evangélica Só o Senhor é Deus. Em meio aos carros e motos, Ailton Ferreira Caetano reforça a importância das ações de conscientização. '''É bom para evitar danos ainda maiores para a cidade no futuro. A dengue é uma praga enorme que está tomando conta de Londrina, e a nossa igreja está fazendo a parte dela para tentar resolver o problema''.
A motorista Magda Capoano apóia a iniciativa das igrejas, mas acredita que os mutirões devem ser realizados com mais frequência. ''Tem que ser mais constante, porque a situação na cidade está crítica''.
Durante a semana, a Secretaria de Saúde vai intensificar o combate ao mosquito da dengue na região leste da cidade, a mais afetada pela doença com 52 casos. Entre segunda e quarta-feira, 80 agentes vão percorrer seis mil casas da região com o objetivo de eliminar focos do mosquito. No sábado, dia 31, está programado um mutirão de limpeza e capina no Parque das Indústrias Leves, conjuntos Lindóia, Mister Thomas e Eucaliptos e nas vilas Romana e Isabel.

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