Igreja ucraniana pode ser demolida
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terça-feira, 20 de março de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
Uma igreja de madeira construída pela comunidade ucraniana de Cascavel em 1966 está ameaçada de demolição. Os dirigentes da igreja cogitam derrubar a edificação em função das dificuldades de manutenção e também porque o local ficou pequeno para os fiéis do Rito Ucraniano Católico. Diante da ameaça, um grupo de historiadores da cidade, dois secretários municipais e um estudante formaram anteontem à noite uma comissão para tentar preservar a igreja, que sedia a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
O grupo, formado pelos historiadores Regina Sperança, Francisco Tebaldi e João Haddad, além do secretário de Obras, Paulo Gorski, e da Cultura, Eduardo Marassi, e o estudante do curso de História e Turismo Universidade Paranaense (Unipar), Ademar Dchulhli, visitou a igreja ontem e conversou com o presidente da comunidade ucraniana, Demetrio Gulak.
Uma das alternativas levantadas é a construção de uma réplica da igreja que foi construída pelos próprios ucranianos.
Demetrio Gulak diz que já foi feito o projeto para a construção de uma nova igreja no mesmo local. Ele reclama que nos últimos anos procurou diversas vezes a administração municipal, mas nenhuma solução foi encontrada.
O secretário Paulo Gorski disse que nos próximos dias vai entregar um levantamento de custos da recuperação do prédio e sua eventual relocação. Ele ressaltou que a tendência da comissão é decidir pelo deslocamento do templo dentro do próprio terreno em que está construído, dando espaço para uma nova edificação.
Um dos homens que participaram da construção da igreja, Pedro Paulik, acredita que o ideal seria a demolição, pois uma possível mudança de local causaria muitos gastos. Já temos a experiência de uma igreja que foi levada para o lago municipal para ser preservada, e atualmente, está toda abandonada. Além dos gastos com a mudança, precisaria deixar duas pessoas para manutenção da igreja, completa.
O estudante Ademar Dchulhli apresentou outra proposta para a manutenção da igreja ucraniana. Poderia ser feito um convênio com a faculdade para que os próprios acadêmicos do curso de História e Turismo sejam responsáveis pela conservação do templo.
Gulak afirmou que as propostas apresentadas serão enviadas para o bispo da igreja, residente em Curitiba. Somente o bispo e seu conselho poderão dar uma resposta para as alternativas apresentadas, disse.


